Por que usamos o gênero neutro aqui?

⏱️ Leitura de 4 minutos | ⚓ Pode provocar acolhimento e reflexão sobre inclusão


O jeito como você é tratado nas palavras também pode ser um abraço ou um muro.

 Este texto explica de forma afetiva por que o CoHerência adota o uso de gênero neutro em seus textos.

Uma escolha de linguagem feita por respeito à diversidade e para acolher emocionalmente quem precisa desse espaço de inclusão social.


Pronome Neutro, Por quê?

Se você já leu o texto sobre o “Tu”, sabe que aqui no CoHerência cada palavra carrega um porquê.

Nada é usado por modismo. Nada é por acaso. Tudo aqui tem intenção, história… e afeto.

O uso dos pronomes neutros não é diferente.

A gente sabe que, pra muita gente, o “ele/ela” sempre funcionou bem. Sabemos que a maioria de quem chega aqui foi criada com essa estrutura de linguagem binária: ou masculino, ou feminino.

Também sabemos que, pra muita gente, usar o “e” no lugar do “o” ou do “a” parece estranho. Parece desnecessário. Parece um exagero.

Mas…
Pra quem não se vê em nenhum desses dois gêneros… o neutro é mais que um capricho linguístico. É um lugar seguro. É um respiro.

Porque pra quem já passou a vida inteira sendo chamado por um gênero que nunca foi o seu… poder ser tratade de forma neutra é, no mínimo, um gesto de respeito.

Aqui no CoHerência, a gente não quer que ninguém precise abrir uma bandeira antes de ser acolhido.

Nosso compromisso é com o respeito à diversidade, criando um ambiente de inclusão social real e afetivo.

A linguagem inclusiva que usamos é uma das formas de promover isso — um gesto que impacta diretamente na saúde emocional de quem lê, oferecendo uma experiência de autodescoberta e pertencimento.

Por isso, em alguns textos, você vai encontrar o uso de palavras como “amigue”, “tod_s”, “elle”, “neutre”, ou outras construções neutras.

Não é porque esquecemos da gramática tradicional. Não é porque estamos querendo criar confusão.

É porque entendemos que o nosso compromisso é com o humano real — aquele que sente, respira e muitas vezes já passou a vida toda tentando caber onde nunca coube.

A gente entende que nem todo mundo se sente confortável com os pronomes tradicionais, e nossa intenção é abrir um espaço real de acolhimento.

Ao mesmo tempo…
A gente também sabe que o gênero neutro, da forma como tem sido proposto na linguagem, ainda não é confortável nem natural pra todos.

Sabemos que muita gente ainda está em processo de entender, de aprender, de estranhar antes de aceitar.

E está tudo bem.

Aqui ninguém vai te obrigar a falar assim. Nem a escrever assim.
Mas… pedimos uma coisa:

Caminhe junto — leia, se informe, conviva, continue aqui — para compreender a dor e a experiência de quem não se binário, assim a empatia real te mostrará a verdade, ou seja, a humanidade por trás do genêro neutro.

E a partir dai, ninguém mais precisará te cobrar respeito por elus, pois você agora entende quem precisa desse espaço neutro pra conseguir existir sem dor.

Você compreende quem respira aliviado cada vez que lê um texto e, pela primeira vez, não se sente fora de lugar.

E se em algum momento você se perder nas palavras… tudo bem. O que importa é o coração com que você lê.


🫱🏽‍🫲🏽 E o Anfitrião?

Tu vais perceber, ao longo da tua travessia pela casa, que há uma figura que acompanha cada história.

É quem acolhe, provoca e te acompanha. Não está acima, nem fora. Já caiu, já atravessou, já voltou.

Chamamos de Anfitriãouma pessoa agênero que conhece bem a dor de não caber.

Por isso, usaremos o pronome elo/elu. Não por moda, nem por correção política, mas por respeito a quem elu é.

Porque aqui, cada existência tem o direito de ser chamada do jeito que é.

O Anfitrião vai estar presente nos capítulos narrativos, nos diálogos íntimos e nos momentos de virada.

É um de nós — mas já esteve onde tu talvez ainda estejas.

No momento certo, tu vais conhecer mais dessa história.

Uso do pronome neutro nas narrativas

Elu é uma pessoa agênero. E por isso, aqui, optamos por respeitar seu modo de existir no mundo, usando linguagem neutra para nos referirmos a elu:

  • Usamos “elu” no lugar de “ele” ou “ela”. E “delu” no lugar de “dele”. E “nosse” no lugar de “nosso(a)”.
  • Usamos “le anfitrião” ou simplesmente “anfitrião” (sem artigo) no lugar de “o anfitrião”.
  • Usamos adjetivos neutros, como presente, firme, sensível, confiante.
  • Mantemos os verbos no padrão do português, sem mudança.

Essa escolha não é moda, nem rebeldia — é coerência com aquilo que essa casa é:
Um espaço onde os extremos cedem lugar ao humano possível.

Ao acompanhar as narrativas, tu vai perceber:
não é sobre quem elu é — é sobre como elu te acolhe.
E talvez, nesse encontro, tu também se perceba de outro jeito.


Somos assim

A Casa CoHerência é feita disso:
Escuta. Reencontro. Respeito real.

Pra todo mundo.
Pra cada une.
Pra cada uma.
E pra cada um.

Porque não é só sobre palavras. É sobre a sensação de existir com dignidade até nas entrelinhas de um texto.

E se você nunca precisou pensar sobre isso, talvez esse texto seja um convite à sua própria autodescoberta.

Um lembrete de que cada um de nós carrega universos internos que merecem ser respeitados.

N~ao


Este é um daqueles textos que pode tocar diferente a cada fase da vida. Um dia, pode te provocar estranhamento. Noutro, pode te trazer acolhimento. Em outro, pode te lembrar de alguém que ainda está aprendendo o que é respeito à diversidade. 

Especialmente importante para quem está em processo de autodescoberta ou busca formas de promover inclusão social real, afetiva e consciente.

Se esse texto tocou algo aí dentro, talvez os próximos passos na Casa CoHerência tragam ainda mais clareza e abrigo pra você.


Tu podes caminhar por onde quiseres. Mas se desejares seguir a trilha como ela foi pensada, aqui, sempre encontrarás os botões para te direcionar.

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