…não seja perfeição. Seja humanidade.
⏱️ Leitura de 4 minutos | ⚓ Pode provocar identificação e acolhimento
Entre a vergonha e o encanto, talvez o que tu vejas em mim seja só humanidade.
Um texto que expõe as imperfeições do ser humano como um espelho sincero. Talvez tu te vejas nele — e percebas que o que encanta nas pessoas não é a perfeição, mas a autenticidade humana.
Talvez tu tenhas gostado do meu sorriso. Talvez tenhas sentido leveza na minha presença. E, talvez tenhas pensado: ‘Será que é o fato de não ser perfeito, que faz essa pessoa ser diferente?
Sou…
Talvez tu tenhas gostado do meu sorriso.
Talvez tenhas sentido leveza na minha presença.
E, talvez tenhas pensado: “Essa pessoa é diferente.”
Mas se tu ficares perto por dez minutos…
vais perceber.
Eu erro mais do que gostaria.
Falo demais.
Me justifico o tempo todo.
Dou voltas pra dizer o que sinto.
Me arrependo depois de falar.
E às vezes… nem sei quem sou.
Tu vais ver que eu ainda roo as unhas e como os dedos quando não sei o que fazer.
Que quando tenho medo, eu travo. Paro.
Que eu me calo quando o assunto é sentimento.
E que levanto a voz quando quero defender meu ponto de vista… talvez seja o meu jeito desajeitado de proteger minha autoestima ferida.
Vais perceber que choro quando vejo bondade genuína.
Mas que não consigo visitar os meus — porque nunca construímos laços capazes de me fazer sentir saudade.
Tu vais ver que eu também fujo.
Que eu também canso.
Que eu também me escondo atrás de palavras bonitas quando tô com medo.
Vais perceber que eu sou…
fraude. Ou alguém tentando reaprender o que é saúde emocional, mesmo tropeçando…
Ou melhor:
sou humano.
E isso inclui tropeços, incoerências e cicatrizes mal curadas.
Mas…
Mas se tu prestares atenção…
vais notar que mesmo dentro dessa bagunça tem verdade.
Tem uma vontade danada de acertar.
De amar direito.
E não machucar. De praticar amor próprio mesmo sem saber direito como se faz.
De não perder ninguém importante.
Talvez o que tu gostes em mim…
não seja o que parece perfeito.
Mas justamente o que escapa do controle.
O riso que explode.
O olhar que entrega.
E o silêncio que não precisa se explicar.
Talvez tu tenhas se encantado com a parte de mim que ainda é gente, cheia de vulnerabilidade, mesmo quando tenta esconder.
E se for isso mesmo…
se for a minha humanidade que te tocou…
então vieste para ficar.
Porque essa parte…
essa parte é real.
E tu? Já percebeu que talvez o que encante em ti… seja a autenticidade de quem é de verdade? Compartilha nos comentários o que te faz real?
Esse texto pode tocar diferente se tu o leres em dias bons… ou em dias em que não te suportas. Em ambos, ele pode te lembrar que a tua humanidade merece existir.
Esse texto é pra quem já começou a caminhar… mas ainda se julga por ser quem é. É um ponto de descanso, onde tu não precisa melhorar — só te reconhecer.
Se isso te tocou, talvez o próximo passo esteja logo ali, onde a tua humanidade deixa de ser peso e passa a ser beleza.
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