Diversidade Humana | A Farsa de Caber no Corpo e na Mente que o Mundo Espera

⏱️ Leitura de 6 minutos | 🕯️  Reflexão profunda e despertar


Já parou pra pensar o quanto você se permite ser quem realmente é, sem as máscaras da sociedade?

Diversidade Humana. Esse texto explora a dor de quem vive tentando se encaixar nos padrões impostos pela sociedade, como a gordofobia, deficiências físicas e auditivas, e transtornos. Reflete sobre a farsa de tentar ser o que não somos e como a aceitação verdadeira começa com a quebra desses padrões.

Esse texto pode tocar de formas diferentes dependendo do momento de vida do leitor, especialmente para aqueles que buscam quebrar padrões ou superar barreiras emocionais e sociais.


A Farsa de Caber no Corpo e na Mente que o Mundo Espera

Lucas encarava o chão, como quem tenta decifrar padrões invisíveis nas pedras da praça.

Davi mexia nos dedos, como se ensaiasse o momento certo de falar.

Raquel ajustava a alça da bolsa no ombro, tentando parecer menor do que era, ignorando completamente o peso da gordofobia que ela carregava todos os dias.

Camila ajeitava a perna com cuidado, escondendo a prótese debaixo da saia.

Marcos mexia no aparelho auditivo com irritação discreta.

Elisa segurava os óculos escuros no colo, mesmo sem ter motivo pra tirá-los.

O silêncio era o elo entre todos.

Foi Raquel quem quebrou primeiro:

— Eu finjo que não me incomoda quando me chamam de “fofa”. Quando sugerem que eu deveria tentar uma dieta nova. Quando olham meu prato como se fosse um problema.

Lucas continuou olhando pro chão:
— Eu finjo que entendi tudo o que a professora disse. Que consigo acompanhar a conversa dos amigos. Finjo que meu jeito de pensar… é só distração… não diferença.

Davi respirou fundo… parou… recomeçou… tropeçando nas palavras:
— Eu… eu fi-fi-finjo… que… que… não me i-i-incomoda… quando… qu-qu-quando riem… de… de como eu fa-fa-falo. Fi-finjo… que… é engraçado… também.

Camila ajeitou a perna de novo:
— Eu finjo que posso tudo. Que a dor nas costas não existe. Que as rampas quebradas não me impedem de chegar.

Marcos mexeu no aparelho mais uma vez:
— Eu finjo que escutei. Que entendi a pergunta. Que tô por dentro da conversa.

Elisa segurou os óculos com mais força:
— Eu finjo que não me incomoda quando me chamam de “guerreira”. Quando falam que eu “venci na vida”… só por estar sentada aqui.

O silêncio voltou.
Pesado… como o corpo de cada um deles.
Como a mente de cada um deles.
Como a farsa que todos… ainda estavam carregando.

O que eles ainda não sabiam é que a humanidade é composta por diversos jeitos de ser humano, ai estão os Universos Humanos que não nos deixam mentir, só aqui encontramos:

  • Raquel, acima do peso, uma pessoa obesa;
  • Camila, usa prótese, pessoa deficiente física;
  • Davi, gago, uma pessoa com deficiência na fala;
  • Lucas, uma pessoa autista;
  • Marco, usa aparelho auditivo, pessoa com deficiência auditiva;
  • Elisa, tem baixa visão, pessoa com deficiência na visao.

Cada um com uma característica específica do universo que são nativos e lutas e habilidades que só quem é nativo desses universos têm e sente na pele.

Sem contar os demais universos que já passaram por aqui: Do Miguel, homem e transgênero. Manu, mulher e lésbica. Arthur, homem e gay. Sofia, mulher e bissexual. Alex, pessoa queer.

A praça terá outros universos circulando por ela. Aguardem.

Logo, diversidade humana é característica intrinseca da humanidade.

E você, faz parte de quais universos humanos? Deixe nos comentarios ou fale com a gente através da nossa Caixa de Mensagem.

Tu pode caminhar por onde quiser. Mas se quiseres seguir a trilha como ela foi pensada, aqui, sempre encontrarás o próximo texto e o anterior.

< Voltar ao Blog CoHerência


Esta página pertence ao blog CoHerência.
Todos os direitos reservados.

Deixe um comentário