⏱️ Leitura de 3 minutos | ⚓ Pode provocar reconhecimento, lágrimas e sensação de alívio emocional
A mesa – trilha Tudo me Cansa de Miguel | homem transgênero
A dor da incoerência gritou mais forte que eles.
Este texto narra o momento exato em que Miguel, um homem trans, decide parar de se arquear para caber no que o mundo queria. Uma declaração emocional de aceitação, verdade e identidade de gênero. A expressão “autoaceitação de homem trans” traduz o que ele vive aqui: um grito de liberdade, de afirmação e de dignidade.
Para quem está no limite emocional entre continuar escondido ou começar a se mostrar. Especialmente para homens trans em processo de autodescoberta e aceitação de sua identidade de gênero.
Autoaceitação de homem trans
Escondi-me de mim até não poder mais
“Você é menina, eles dizem!”. Eles dizem.
Aprendi a ter vergonha de ser coerente com quem sou.
A disforia de gênero me rasgava por dentro, enquanto eu tentava fingir que cabia no que esperavam de mim.
“Pare com isso, isso é uma aberração”. Eles dizem.
Ensinaram-me a temer ser quem sou, como se minha identidade de gênero fosse algo errado ou vergonhoso.
Arqueei os ombros, vivi às margens. Escondi-me de mim até não poder mais.
A falta de aceitação LGBTQIA+ ao meu redor me empurrou pra esse lugar de silêncio e invisibilidade.
Até que a dor da incoerência gritou mais forte que eles.
Não era só dor física, era o impacto da disforia de gênero, a luta interna por saúde emocional e a urgência de encontrar aceitação LGBTQIA+ dentro de um mundo que tantas vezes nega o direito à própria identidade de gênero e ao respeito à diversidade.
Foi o limite da minha saúde psicológica também, o momento em que entendi que continuar assim não era mais uma opção. Eu fui buscar ajuda especializada para entender a avalanche interna.
Hoje, entendo que existir como sou também é um ato de respeito à diversidade que compõe a humanidade.
Prazer, Miguel, homem trans e filho de Deus.
Este sou eu!
Miguel é o espelho de quem finalmente escolhe soltar os ombros e se apresentar ao mundo com o próprio nome, depois de anos de silêncio e medo.
Este texto pode tocar de formas diferentes dependendo de onde o leitor está na sua própria jornada de aceitação.
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