
⏱️ Leitura de 2 minutos | ⚓ Pode provocar lágrimas, alívio e um “ufa, não sou só eu”
Eu quase desisti de tudo, mas tô aqui. Um texto que começa como desabafo e termina como coragem. Escrito pra quem vive a dor do “quase desisti de tudo”, mas ainda está aqui. Com medo, incertezas, mas está.
Falar dói. Calar também. Esse texto é pra quando a única coisa que tu consegue fazer… é subir no coreto e segurar o papel.
(Som de folhas secas no chão. A pracinha já foi ocupada por silêncios e bilhetes. Agora é noite. Luz amarelada. Alguém sobe os dois degraus de madeira do coreto. Tosse. Segura o papel. Lê:)
“Não vou mais fingir que não dói.
Dói. E dói muito.
Não dormir. Chorar escondido. Rir pra disfarçar.
São sintomas de crise emocional que ninguém vê, mas que pesam mais do que qualquer mochila.
Me esforço pra parecer leve, forte, resolvidx.
Mas a verdade?
Eu só tô tentando não sumir.”
(Alguém lá embaixo murmura “fala, fala mesmo”. A pessoa respira fundo, continua:)
“Fiquei com vergonha por muito tempo de estar cansadx, de não ser suficiente e de parecer frágil.
Como se cansar fosse fraqueza. Nem sempre a gente sabe como pedir ajuda.
Mas a necessidade de apoio emocional urgente aparece no corpo, nos silêncios, no “tô bem” que a gente esconde entre sorrisos, mas saber que é mentiroso.
Mas hoje eu percebi:
Quem sente, também cansa. Quem está vivo teme perder a vida.
Quem ama sofre a dor da distância para entender o sentido de liberdade.
E tudo bem.”
Mas cansar até de existir, e sinal de que tua saúde mental e exaustão se misturaram num ponto que precisa ser escutado.
— Mesmo porque é necessário entender onde e o que dói para saber em qual área buscar ajuda especializada.
(Uma salva de palmas tímida. Outra mais firme. A voz começa a ganhar corpo. Agora o coreto é dela.)
“Não é sobre ser exemplo. É sobre ser de verdade. Talvez tu não saiba como pedir ajuda porque ainda não entendeu que precisa.
Mas subir no coreto já é um começo. Ficar em pé com a voz trêmula já é coragem.
E a verdade é que eu quase desisti.
Mas tô aqui.
Com medo, cheio de dúvidas mas tô. Ainda entendendo o quanto preciso de ajuda.
E se tiver mais alguém sentindo parecido…
então a gente não tá tão sozinhx assim, né?”
“A verdade é que eu quase desisti sim, e não foi de mim, foi de ter que viver cansado assim. Mas tô aqui. Buscando compreender o motivo dessa crise emocional”.
Quantas vezes tu já pensou quase desisti de tudo, mas ainda assim continuou — mesmo sem entender como?
Se esse texto for teu, lê de novo. Em voz alta, se quiser. Ou em silêncio, se for mais seguro. Tamo aqui. Com medo, mas tamo.
Se tu precisa de alguém que sente contigo em silêncio, o bilhete A coragem não grita pode ser teu par agora.
→ BANCO DA PRAÇA – bilhete 03
Pra quem tem algo entalado há muito tempo. Pra quem já pensou em desistir. E pra quem ainda não teve coragem de dizer: “tô aqui. Com medo, mas tô.”
🪑 Neste texto, o protagonista és tu.
Tu que subiu os degraus do coreto com incertezas.
Tu que segurou o papel, mesmo com a mão tremendo.
Tu que achou que ia cair — mas ficou.
Tu que não veio pra ensinar.
Mas pra ser real.
E isso já é tudo.
E se tu se sentiu fraco por estar cansado, talvez tu precise lembrar que Quem sente, também cansa.
→ BANCO DA PRAÇA – bilhete 01
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