Pecado não é amar, é viver se odiando por isso

⏱️ Leitura de 7 minutos | ⚓ Pode provocar libertação, choro de alívio e coragem emocional


Churrasqueira – trilha Tudo me Cansa de Manuela | mulher lésbica

Talvez esteja na hora de aprender a se amar por inteiro. Sem esconder. Sem pedir desculpa.

Relacionamento lésbico. Um convite claro à autoaceitação e à dignidade de viver um relacionamento entre duas mulheres cis ou transgênero. Um texto educativo e emocional sobre como o medo, a culpa e os preconceitos podem levar mulheres a odiarem o próprio amor.

Para quem carrega culpa por amar outra mulher. Especialmente para quem foi criada ouvindo que isso era pecado.


Relacionamento Lésbico

Manuela cresceu com medo.

Medo de sentir, medo de gostar, medo de desejar.
Porque tudo que ela sentia — quando era por uma mulher — vinha com rótulo de erro.

Um relacionamento lésbico parecia um abismo sem fim.

Errado, diziam.
Pecado, diziam.
Fase, trauma, ausência de pai, falta de vergonha.

E quando você ouve isso desde criança, começa a achar que o amor que sente é feio.
Que a forma como seu corpo reage é errada.
Que seu coração precisa ser corrigido, domado, escondido.

Manu tentou se curar do que nunca foi doença.
Tentou se adequar, se dobrar, caber.
Namorou homem. Fingiu. Chorou sozinha.
Quase desistiu de si.

Até que um dia — não teve mais como.

O corpo gritou.
O coração gritou.

Pensou, inclusive, em buscar uma terapia online e a primeira cura foi o próprio reconhecimento interno.

Ali ela percebeu: ninguém deveria viver se odiando por amar.

Porque amar mulher não é pecado.
Pecado é ensinar alguém a se odiar por amar diferente.
Pecado é exigir silêncio onde deveria haver alegria.
Pecado é invalidar um beijo sincero enquanto se aplaude relações que nem sequer tem diálogo, que dirá verdade.

Manuela entendeu que:

  • ela não precisava “virar” lésbica — ela só precisava parar de fugir do que já era;
  • que o amor dela não precisava ser explicado ou tolerado — ele precisava ser vivido;
  • que ela não estava sozinha — havia outras, muitas outras, que sentiam o mesmo, escondiam o mesmo, sonhavam o mesmo.

Hoje, Manu ainda sente medo às vezes.
Mas ela já não vive na culpa.

Porque descobriu que amar mulher é só… amar.
E que quando o amor é honesto, ele nunca é motivo de vergonha.

Se você, como Manuela, aprendeu a se odiar por ser quem é:
Talvez esteja na hora de aprender a se amar por inteiro.

Sem esconder.

Sem pedir desculpa.


Este texto pode ser lido por mulheres que estão saindo do armário, por familiares em processo de aceitação ou por qualquer pessoa que precise rever o próprio preconceito. 

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